Existe uma obsessão por dietas incríveis, séries de exercícios milagrosas, meditação, drenagem linfática, bla bla bla, tudo para atingir o tão almejado equilíbrio. Mas o que é equilíbrio?
Osho, sábio indiano cujas ideias me fazem sorrir, dizia que equilíbrio não é estar no meio, e sim estar às vezes num extremo, às vezes no outro. Que o equilibrista, para não cair, tem que pender hora para um lado hora para o outro, é impossível ficar no meio. A vida no meio é sem graça, sem experiências, sem cor, sabor, cheiro. Tentar estar ali é criar um monte de regras impossíveis de cumprir em tempo integral.
Eu, por exemplo, amo comer. Tenho nisso um dos meus maiores prazeres, e nenhuma vergonha em assumir. Por sorte, gosto de praticamente tudo e não tenho medo de experimentar. E tudo inclui, sim, verduras, legumes frutas. Então, quase todos os dias, um pratão multicolorido no início da refeição me faz comer menos arroz, macarrão ou carne na sequência. Aí, em outras ocasiões, não hesito em atacar uma boa pizza, massa, sobremesa. Assim, equilibrando entre o dito saudável e o indiscutivelmente saboroso.
Acho que cada pessoa deve encontrar O SEU equilíbrio, em vez de seguir instruções e basear-se em casos de sucesso. O que funciona para a atriz da novela dificilmente vai funcionar para qualquer outra pessoa, cada ser humano é único, com sua constituição corporal, hábitos, gostos. Cada um com o que o faz feliz.