terça-feira, 17 de junho de 2008

L´Oratorio d´Aurélia

Quarta-feira passada, 11 de junho. Um dia cheio de informações, coisas para pensar, procurar, descobrir, respostas a receber, cabeça lotada dando voltas e voltas. Foi assim que cheguei, às 21h, ao teatro do Sesc Vila Mariana.

Antes de o espetáculo começar, cheguei a pensar "o que estou fazendo aqui, com tantas outras coisas para fazer?"

Esta dúvida se foi assim que Aurélia entrou em cena. Durante aproximadamente 1h10, estive praticamente em transe.

Voltei à infância e fiquei surpresa ao me perguntar diversas vezes "como é que ela faz isso?". Depois respondi a meu questionamento interno com um "aah, se eu soubesse como ela faz não ia ter a menor graça".

L´Oratorio D´Aurelia surpreende a cada segundo com um truque, uma dança, um objeto inusitado que sai andando por aí. Cortinas se enamoram e nasce um "cortininho". Uma pipa empina Aurélia, e depois um trem atravessa seu corpo.

Saí de lá leve, emocionada, abençoada por ter assistido àquela brincadeira no palco. Brincadeira no melhor sentido da palavra, pois com certeza Aurélia e seus companheiros de palco trabalharam muito para constrúí-la.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Responsabilidade

No meu recém-instituído momento diário de caminhada e reflexão, de repente muita coisa fez sentido. Apareceu, muito forte, aquele sentimento de pertencimento e responsabilidade pela natureza que nos cerca. Respeitar a natureza é respeitar a si mesmo, afinal é tudo a mesma coisa.

Num dia iluminado, quando tudo se tornou mais claro, me dei conta do óbvio. Cada vez tiramos mais e damos menos à natureza a nossa volta. Se continuar assim, vai acabar. Isso é um i9ncrível, no pior sentido da palavra, ato de irresponsabilidade e desrespeito àquilo que nos acolhe e permite a vida. Destruímos, sujamos, desperdiçamos. Isso já está voltando para nós, mas ainda são poucos os que se dão conta disso.

Precisamos de educação. Me dá uma raiva desgraçada quando vejo alguém jogando lixo na rua, lavando a calçada ou algo do gênero. Normalmente xingo a pessoa em pensamento, faço cara feia e continuo meu caminho. Porém, hoje percebi que isso não ajuda em nada. Precisamos educar pelo amor, e não pelo ódio. Sendo assim, a melhor atitude a tomar é conversar com a pessoa e tentar convencê-la a mudar de postura. Se não for por amor ao próximo, que seja por amor próprio.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Cultura

"Mas eu tenho uma preocupação, uma consciência que é a seguinte: a perda da cultura é um perigo, e uma ameaça muito séria né, porque a perda da cultura é como você arrancar uma vegetação de um lugar e jogar fora né, porque a cultura não é uma coisa "liga botão, desliga botão". Um povo sem cultura é um perigo."

http://br.youtube.com/watch?v=pUJ2mOrYc3A&feature=related

porque o que eu quero é dançar

terça-feira, 3 de junho de 2008

Quem não foi deixou de ganhar

Quem não foi deixou de ganhar o presente que é essa peça.
Deixou de ganhar estímulo para uma reflexão sobre o que fazemos com nossas vidas e com as pessoas que amamos.
Deixou de ganhar estímulo para se emocionar, de trocar energia com pessoas muito abertas a isso.
Deixou de ganhar nossa acolhida, nosso abraço e nosso sincero agradecimento.
Aos que foram, parabéns e muito obrigada.
Nós ganhamos muito com esta experiência. Confiança, segurança, união.
Nós também fomos acolhidos pela platéia e presenteados com a presença de quem passou por lá.
Entre Romeus e Julietas foi um presente de mão dupla.

"Quanto mais lhe dou, mais eu tenho"